A velha discussão

13 Maio, 2008

As torcidas organizadas como núcleos potenciais do fascismo

Quem se interessa por futebol deveria acompanhar com atenção o que anda ocorrendo com um dos clubes mais tradicionais do mundo, o River Plate. No último domingo, aconteceu outra tragédia no futebol argentino. Desta vez, inacreditavelmente, a pancadaria se desenvolveu entre duas facções da mesma torcida. O River enfrentaria o Arsenal no Estádio do Vélez Sarsfield, já que o Monumental de Núñez se encontrava ocupado com o Quilmes Rock. La banda de Gonzalo, facção antes comandada por Gonzalo Acro, assassinado em 2007, já não comparece ao Núñez, insatisfeita com a quantidade de ingressos que lhe é destinada. Compareceu ao jogo no campo de Vélez. La banda del Oeste, facção rival, havia chegado cedo e ocupado as populares. Foi cercada com um aparato de guerra impressionante: walkie-talkies, armas brancas de todo tipo, brutamontes anabolizados. O horror durou intermináveis minutos e deixou dezenas de feridos e detidos, incluído aí um torcedor com politraumatismo craniano. Ainda faltam 21 meses para as eleições no River, mas adivinhe quem são os potenciais apoiadores mais cortejados pelos candidatos? Sim, os bandidos, que adquiriram uma inserção dentro do clube que os torna praticamente intocáveis. (fontes: um, dois, três, quatro).

Na primeira rodada do campeonato mineiro deste ano, o Atlético jogou às 10:00 da manhã contra o Democrata, em Sete Lagoas. O Cruzeiro enfrentaria o Uberaba no Mineirão, às 16:00. Ao bater o olho na tabela, pensei: espero que a BH Trans tenha tido a óbvia idéia de mudar o lugar de chegada dos ônibus da torcida do Galo. Previ a tragédia. Não sou nenhum gênio, mas sei que (1) uma partida de futebol demora pouco menos de duas horas; (2) uma viagem de ônibus de Sete Lagoas ao centro de Belo Horizonte tarda uma hora; (3) os ônibus saem do mesmo lugar, na rua Rio Grande do Sul. Os atleticanos voltavam quando os cruzeirenses se aglomeravam para ir ver seu time. O resultado? Batalha campal, com um atleticano morto (de infarto, coitado, enquanto corria da confusão) e um cruzeirense com o crânio esmigalhado e o corpo provavelmente inutilizado por um bom tempo. Os criminosos chegaram a combinar a briga pelo Orkut. É inacreditável que alguém seja responsável pelo transporte de torcedores e não faça uma matemática tão simples como a que era necessária no dia 27 de janeiro em Belo Horizonte.

A situação das torcidas organizadas no Brasil chegou a um ponto em que não há outra saída a não ser sua abolição completa, acompanhada de investigação de suas relações com a cartolagem. Sim, eu sei que decretar sua abolição pode ferir o princípio constitucional da livre associação. Mas também sei que já há farto material juridicamente válido para imputar a elas um rastro de sangue que não deixa dúvidas sobre sua verdadeira natureza. Não cola o argumento de que só alguns de seus membros são responsáveis por crimes. A organização em si incentiva, promove e possibilita a barbárie. É inaceitável que um político – como Eduardo Paes (PSDB-RJ) – se dedique a fazer proselitismo propondo apoiar os presidentes das torcidas organizadas, que são pessoas sérias, pra impedir que a marginalidade tome conta. Pessoas sérias, meu senhor? Tenha dó. A afirmação é um descalabro de cinismo. Neste debate, estou com Vladimir Palmeira (PT-RJ), que respondeu a mesma pergunta de maneira taxativa: Torcidas organizadas, deveriam ser encerradas suas atividades, o governo deveria proibir.

Houve uma época em que coexistiam, em cada grande clube brasileiro, dezenas de agremiações de torcedores sem que houvesse nenhuma clara hierarquia. Nos últimos tempos, consolidou-se um grupo privilegiado para cada clube (Galoucura e Máfia Azul em BH; Gaviões, Independente e Mancha Verde em SP etc.). Esse gigantismo foi construído através de métodos sujos de troca de favores, extorsão, corrupção e violência. Não aceito o argumento de que há gente boa e sincera dentro desses grupos. Não é essa a questão. Também há gente sincera dentro da Klux Klux Klan Ku Klux Klan que nunca cometeu nenhum crime. Essas organizações estão apodrecidas em sua essência. Em Minas Gerais, o Ministério Público já pediu sua extinção. O Brasil não pode esperar que a coisa chegue no nível em que se encontra na Argentina. Elas têm que ser abolidas. Já.

Post de O biscoito fino e a massa, no dia 4 de Abril de 2008.


Figo e o gato preto

10 Maio, 2008

Figo atropela gato preto que “dava” azar ao time do Internazionale
Defensores de animais estão indignados com português

Os defensores dos animais na Itália criticaram duramente o meia Luís Figo, do Inter de Milão, por ele ter atropelado um gato preto, que vivia no centro de treinamentos do clube nerazzurri. A informação é do jornal português “A Bola”.

- Figo, você matou um gato preto. Hoje, todo o mundo te repudia. Figo, vergonha para o Inter, justiça para o gato – diz um comunicado de uma organização de direitos dos animais.

A imprensa italiana diz que o jogador português atropelou o gato deliberadamente, porque este trazia má sorte ao Inter.

Do Globoesporte.com.


Vergonha na cara

8 Maio, 2008

Bem pequenininho assim, pra mostrar como foi ridículo!

Quer fazer festa, vai pro buffet!
Quer fazer despedida, vai pra porta da igreja dar tchau pra noiva!

Agora, terão muito tempo pra fazer isso! E pra chorar!


Quem será?

4 Maio, 2008

Será o Lulinha ou o Romerito?


Quando um ídolo se destrói

27 Janeiro, 2008

O goleiro Marcos é considerado um grande ídolo por todos, ele arranca simpatia não só dos torcedores palmeirenses, mas dos corintianos, dos santistas, dos flamenguistas… Talvez essa paixão que os torcedores tenham por ele não venha apenas da sua vitoriosa carreira na Seleção, mas sim de suas atitudes respeitosas com os times adversários e com a torcida do time que ele joga contra.

Mas ao andar fuçando por aí, encontrei uma foto sua que me faz rever alguns pontos sobre o respeito e a admiração que ele conquistou.

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Clique aqui para entender o contexto da foto.

Fica claro que ele participa de algum evento da torcida organizada do Palmeiras, a Mancha Verde, e em um ato para agradar os imbecis que frequentam esses lugares, ofende o time do São Paulo e os seus torcedores.

Resta a pergunta, fez por querer ou foi no embalo dos idiotas? Nenhuma escolha o fará inocente.

Não entendo como um jogador do nível dele, que já ganhou tudo o que disputou, que sempre foi adorado por todos, justamente por respeitar os torcedores adversários e não se juntar ou fazer média com torcidas organizadas, se sujeita a fazer tal idiotice. Lamentável!!!


Especial da MTV sobre torcidas organizadas – Episódio 5

27 Janeiro, 2008

Episódio 5


Torcidas mais vibrantes do mundo

16 Janeiro, 2008

A revista inglesa UKFootball elaborou um ranking das torcidas mais vibrantes do mundo. Curiosamente, ou ignorantemente, nenhuma torcida sulamericana aparece na lista.

AC Milan
Real Madrid
Galatasaray
Panathinaikos
Braga
Liverpool
Bayern de Munique
Barcelona
Fenerbahçe
10º AEK Atenas

E o Flamengo, o Boca Juniors, o Corinthians, o Grêmio… nada.
Então tá né!


Outra pesquisa de torcidas

15 Janeiro, 2008

A nova pesquisa sobre o tamanho das torcidas realizada pelo Datafolha trouxe o seguinte resultado:

Flamengo 17%
Corinthians 12%
São Paulo 8%
Palmeiras e Vasco 6%
Grêmio 4%
Cruzeiro e Inter 3%
Santos, Atlético-MG e Botafogo 2%
Demais, 1% ou menos.


Reclamando pela falta de bagunça

10 Janeiro, 2008

Após a vitória do Manchester United em cima do Birminghan pelo placar de 1×0, o técnico Alex Ferguson chiou.

“O ambiente não foi bom. A multidão estava morta. Foram os torcedores mais silenciosos que tive até hoje. Parecia um funeral”, disse Ferguson sobre a calmaria da torcida, que sempre foi conhecida por ser uma das mais barulhentas do mundo. E então um dos torcedores da equipe respondeu que eles não podem fazer barulho, porque se fazem, são expulsos do estádio e como ninguém quer perder as suas dezenas de libras investidas em um ingresso, acabam ficando quietos.

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E não é que a tão comemorada elitização do futebol acabou dando errado!


Chris Bosh, esse é o cara!

6 Janeiro, 2008

Faltam 14 dias para o fim das votações do All Star Game 2008 da NBA, mas um jogador em especial, está em franca campanha para estar em Nova Orleans no dia 17 de fevereiro no jogo das estrelas. Chris Bosh é o nome!

Ele é do Texas, mas é mais legal que o Bush!

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Usando a graça dos texanos e os seus costumes, Chris Bosh fez uma campanha hilária pedindo votos para estar no All Star Game.

Meu nome é Chris Bosh!

O ala do Toronto Raptors está na terceira posição da votação, atrás de Kevin Garnett e LeBron James, com uma grande diferença de votos, o que acaba com as suas chances de estar na equipe titular da Conferência Leste, mas ele ainda pode ser escolhido para a equipe reserva.

Para quem não o conhece, Chris Bosh está longe de ser como os marrentos da NBA! Fora das quadras, ele é reconhecido por ser um ativo agente social, ele mantém uma fundação que leva o seu nome, a Chris Bosh Foundation, que promove o esporte e a educação para os jovens de Dallas, sua terra natal e de Toronto, onde joga pela equipe da cidade, o Toronto Raptors. Mas ele não é um esportista qualquer que apenas empresta o seu nome para uma fundação com fins promocionais, ele também participa.

Chris Bosh, o contador de histórias

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Como um ávido leitor, ele está sempre falando para grupos de crianças sobre a importância dos livros. E quando assinou o contrato com a sua atual equipe, ele doou 1 milhão de dólares para a caridade de Toronto. Portanto, o sujeito merece.

Dê uma ajuda para ele, vote aqui em Chris Bosh!


Ladinos do futebol

4 Janeiro, 2008

Pra começo de conversa, eu não vou falar sobre Ragnarok*.

Lendo as notícias de hoje, eu li uma informação que me chamou muita atenção, sobre o zagueiro Aislan, um jovem de 19 anos que joga no São Paulo e neste ano de 2008 será promovido das categorias de base para o time profissional. A notícia é a seguinte, que o Milan fixou com o São Paulo a opção de compra do jovem zagueiro para o mês de junho, em uma negociação intermediada pelo ex-jogador de ambas equipes, Leonardo, ou seja, o Milan terá preferência na compra do jogador e em junho decidirá se fica com ele ou não.

Aislan tirando fotos com fãs nos EUA, quando o São Paulo foi campeão da Dallas Cup, o mais importante torneio de juniores do mundo

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Não acredito que a negociação saia nos moldes como divulgaram, até porque não vi o São Paulo se pronunciar sobre o assunto e também porque duvido que o Aislan seja vendido assim, tão facilmente. Ele surgiu na Copa São Paulo do ano passado e formava a dupla de defesa com Breno, que foi vendido por 18 milhões para o Bayern de Munique, inclusive, além de ser o capitão do time, foi um dos jogadores que mais chamaram a atenção da imprensa e da torcida, mais até que o próprio Breno. Mas não foi desta vez que o São Paulo o promoveu, deram a chance ao Breno, mas todos diziam que ele era uma grande aposta do São Paulo e um dos jogadores que teriam um futuro promissor. Agora em 2008, ele foi chamado para o time profissional e tem o seu passe estipulado em 3 milhões de dólares, valor baixíssimo para os clubes internacionais. Mas como o São Paulo nunca foi de vender as suas revelações tão rapidamente, não é agora que o time tem dinheiro em caixa, que irá vender uma das maiores promesas do time por um valor tão baixo.

Mas não é sobre o Aislan que eu quero falar, aproveitando o gancho, posteriormente eu vou fazer um post sobre ele, falando sobre o surgimento de ídolos para os torcedores.

O que me chamou atenção foi como grandes ídolos se queimam fácil e porque alguns torcedores as vezes tem razão quando os chamam de mercenários, de traíras, de mascarados…

No Brasil colonial existiam alguns tipos de escravos, como os boçais, os crioulos e os ladinos. Os ladinos eram os negros aculturados, que se adaptavam facilmente à cultura do homem branco, então trabalhavam diretamente na Casa Grande, pois falavam português, sabiam se relacionar, eram sociáveis, tinham habilidade com as tarefas domésticas, eram praticamente integrantes da família. Mas no fundo, eram escravos como os outros.

E então eu me pergunto, porque tem ídolo do futebol que se porta como um ladino?

Eu não tenho nada contra o jovem humilde ou ídolo consagrado que vai jogar na Europa. Muitos passaram uma infância que só eles sabem como foi difícil, a maioria mal sabe ler e escrever, o que dirá entender algo além de uma bola. Por isso, acho que eles estão certos quando deixam o Brasil, para ganhar dinheiro na Espanha, na Itália, na Ucrânia ou seja lá onde for. Eu sei que muitos gostariam de ficar, porque são torcedores de verdade dos seus times, como o Aloísio é do São Paulo, o Ronaldo é do Flamengo…, mas o dinheiro fala mais alto em alguns momentos e eles tem toda razão em ir embora.

Mas o que me deixa indignado é aquele cara que sai daqui admirado por todos, super consagrado, vira ídolo lá fora também, ganham cultura, enchem os brasileiros de orgulho, mas que nunca mais voltam para mudar o que tem de ruim por aqui, só sabem reclamar do que acontece no país ou se aproveitar da situação. Meio que renegando e cuspindo em cima de tudo o que viveu e conquistou por aqui. Não falo exclusivamente de um ou outro jogador, eu falo de dezenas de ex-atletas que foram ídolos e que hoje em dia se esqueceram do que viveram no Brasil. Estão rasgando páginas de suas belíssimas histórias por dinheiro, deslumbramento, ego…

Por exemplo o Leonardo, foi ídolo de um dos maiores times do Flamengo, foi ídolo de um dos maiores times do São Paulo, foi ídolo no Valencia, foi ídolo no Paris Saint-Gemain, foi ídolo no Japão, foi ídolo no Milan, foi ídolo na Seleção Brasileira, ganhou uma Copa do Mundo, foi campeão de tudo que disputou, criou a sensacional Fundação Gol de Letra, ou seja, Leonardo é ídolo por completo, é quase um herói.

E então, após se aposentar, ele vira dirigente do Milan. Aí começa a parte chata.

Como todos sabem, se o Milan é quase uma filial do São Paulo e uma mini seleção Brasileira, Leonardo tem grande participação nisso, afinal, é ele que intermedia as negociações com os jogadores brasileiros, apontando quem são as novas revelações e o que surge de novo aqui no Brasil. Então, aparece essa notícia que o Aislan pode ir para o Milan e eu vejo nos fóruns de torcedores são paulinos, dezenas de tricolores xingando o Leonardo, chamando o grande ídolo de mercenário, de traíra, de mascarado…

Oras, que culpa tem ele, se ele alcançou um cargo na Europa cujo papel é fazer isso que todo torcedor odeia? Eu não vejo problema nenhum, é uma opção pessoal e que deve ser respeitada. O que eu não gosto e fico indignado, é que os jogadores depois que vão pra Europa, esquecem que são brasileiros, que por mais milionários que eles estejam, que por mais idiomas que eles dominem, que por mais amigos e influência que eles tenham na Itália, na Inglaterra, na Espanha e etc., ou que por mais nacionalidades que eles tenham conquistado, eles são brasileiros, estão apenas cumprindo um papel, assim como os escravos ladinos. Como disse anteriormente, não sei se por ego ou por deslumbramento, eles se sentem legítimos parisienses, londrinos, berlinenses…

E não é só o Leonardo que assumiu esse papel de mercador do futebol, tem o Gilmar (ex-goleiro do Flamengo e do São Paulo), o Paulo Sérgio (ex-jogador do Corinthians) e mais alguns outros…

Não há nada errado em querer ganhar dinheiro, mas em alguns casos, existe um claro aproveitamento da situação para benefício próprio, e muitas vezes prejudicando o clube que deu tudo o que ele tem hoje, inclusive a chance de ir pra a Europa e se achar um europeu. Aí o ex-jogador dá uma entrevista para os jornalistas brasileiros, metendo o pau nos clubes brasileiros, que eles não são nem a metade que os clubes europeus são, que a história do Santos não chega aos pés da história do Real Madri, que jogador brasileiro é barato porque não são adaptáveis ao futebol europeu como são os argentinos, que aqui só tem bagunça e desordem, só faltando dizer que somos um lixo.

E essas coisas me deixam indignado. Pisam em seu próprio povo, em quem os colocou no patamar que estão hoje. Eles não tem amor próprio, pois pisam em sua própria história. Como diria Millôr Fernandes, “Quem se cuva aos poderosos, mostra o traseiro aos oprimidos”, acho que essa frase ilustra bem a situação.

Porque ao invés de tanto reclamarem, eles não fazem aqui, o que fazem lá? Porque se comportam como ladinos, que se aculturaram facilmente e renegam a sua história? Será que vale a pena, fugir da realidade ao invés de transformá-la?

Não podemos reclamar de nossa situação, se não fazemos nada para melhorarmos. Se os capacitados que podem mudar alguma coisa se “ladinam” para o outro lado, aí é que a coisa está perdida mesmo. Não é uma questão de oportunidade, de aprender novas culturas, de respeito ao profissional, é questão de amor próprio, de respeito com a sua história e suas tradições. É questão de vida ou morte. Porque os que aqui estão, poucos farão diferença e os que fazem, ainda são muito poucos, é fundamental a ajuda de quem pula para o outro lado.

Acho que em alguns momentos eu sou sonhador demais ou quero enxergar o que é impossível, mas quem não honra o seu povo, se aproveita dele em benefício próprio e prefere o caminho mais fácil para se dar bem ao invés de tentar melhorar o que está ruim e errado, me deixa indignado. É tristíssimo.

* Citei Ragnarok, porque ladino é um termo do jogo que nada tem a ver com o tema do post.


Ano Novo

1 Janeiro, 2008

Eu confesso que não esperava que o blog desse certo, que tivesse tanta gente interessada neste assunto, ou melhor, até esperava, mas pensei que só os imbecis das organizadas fossem acessá-lo e não era esse tipo de público que eu gostaria de ter. Mas não, tem muita gente que gosta e enxerga que a arquibancada não é só para as organizadas, que a arquibancada é exatamente para os não-imbecis.

Tanto é, que até agora tive poucos comentários de integrantes de torcidas organizadas, a grande maioria foi de torcedores comuns, que apenas se interessam pelo assunto e gostam de ver o futebol além das quatro linhas.

Outra coisa legal também, é que eu não pensava que conseguiria escrever algumas coisas e que tivesse conteúdo suficiente para isso, não sou o primor no assunto e nenhum expert do tema, assim como existem muitos por aí, mas pesquisando, indo atrás do assunto, investigando, lendo… descobri algumas coisas bem legais que pude compartilhar com todos.

Eu gostaria de ter mais tempo para me dedicar ao blog, hoje eu gosto mais dele do que gostava quando comecei a fazê-lo e também estou mais empolgado do que antes. Por isso, tento postar algo pelo menos uma vez ao dia, mas como os leitores podem perceber, geralmente os meus posts são um pouco longos e nem sempre dá para escrever tanto diariamente. Porque se é para escrever só para dar bom dia ou para chamar a atenção com algo polêmico que gere audiência, prefiro não postar nada e deixar o dia passar batido. Conteúdo superficial eu não posto!

Já tenho bastante coisa pronta para ser publicada, mais coisas ainda a serem trabalhadas e muitas idéias sobre o que escrever, mas precisam de algumas revisões e tempo. O Santo Tempo! Inclusive algumas coisas que vocês me enviaram, me pediram ou me indicaram, podem esperar que logo mais estarão no ar. E por favor, continuem escrevendo, sugestões e pedidos são sempre bem vindos.

E que 2008 seja bom para todos! Teremos as Olimpíadas, a Euro, as finais das Champions League, um Brasileiro menos gracioso (porque não terá o Corinthians e porque o São Paulo é favorito mais uma vez), a Série B mais atraente de todos os tempos, mais um dia de futebol na televisão, a Libertadores mais esperada dos últimos anos… e as rivalidades que forem surgindo pelo caminho. Tem bastante coisa pra torcedor nenhum botar defeito, isto é, se o seu time não for eliminado né!

Ah, e antes que eu me esqueça, o meu pedido de torcedor para 2008 é ver o São Paulo na final da Libertadores, é claro! Mas enfrentando o Flamengo no Maracanã! E tomara que o Ronaldo venha mesmo, porque uma final de Libertadores entre Flamengo e São Paulo, com Ibson, Kléberson, Obina e Ronaldo de um lado, Rogério Ceni, Miranda, Dagoberto e Adriano do outro, em pleno Maracanã, não vai sobrar pedra sobre pedra. Será dia para feriado nacional!

Abraços a todos e um feliz 2008!


As bandeiras do Fluminense

29 Dezembro, 2007

A utilização de bandeiras nos estádios de futebol é uma das coisas mais legais que uma torcida pode fazer e talvez seja a forma mais simples, democrática e objetiva de um torcedor passar o seu recado, porque através do grito, ele pode ser abafado na multidão. Mas com a bandeira não, ela está lá pra todo mundo ver, querendo ou não.

E inclusive, eu gostaria de saber o nome do excelentíssimo que proibiu a entrada de bandeiras nos estádios em São Paulo, provavelmente alegou-se o problema da violência entre as torcidas, mas pelo o que eu vejo, ir ao Morumbi ou ao Pacaembu não é a coisa mais segura no mundo, proibição alguma mudou a situação.

Mas controvérsias à parte, vamos falar da torcida do Fluminense e da Festa das Bandeiras.

No jogo contra o São Paulo no Maracanã, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 2007, um grupo de torcedores, o Movimento Popular Legião Tricolor, distribuiu bandeiras pela arquibancada, para reviver a magia dos jogos de antigamente.

Matéria do Globo Esporte

Matéria da Record News

O dia do jogo

O torcida em ação

Mas como toda história tem a sua parte chata, esse episódio também teve. Na época da tal Festa das Bandeiras, estava para ocorrer as eleições presidenciais do Fluminense e parece que um dos candidatos, se aproveitou da situação. Sabendo da festa, ele distribuiu bandeiras do Fluminense também, mas com o seu nome estampado nelas, logicamente como instrumento eleitoral.

Oportunismo em ação

Se bem que depois desse ato de oportunismo, é bem capaz que as bandeiras voltem aos estádios em São Paulo. Interesados terão aos montes.


Jogo das estrelas

29 Dezembro, 2007

Se tem uma coisa que me enche o saco, são esses jogos das estrelas, que os jogadores em férias organizam para fazer graça, ou melhor, caridade. Ô coisa chata!

São nessas partidas que você vê como tem jogador mascarado que faz pose de santo, jogador chinelinho que sara da noite para o dia, como alguns jogadores são altamente influenciados por empresários e assessores, como estão ligando para a sua carreira profissional, já que a tratam de modo amador e como a maioria da imprensa, que tanto fala que jogador de futebol não tem vergonha na cara, está sempre lá para divulgar as firulas do Denílson ou do Carlos Alberto e se deixar levar pelas bobagens que acontecem nessas partidas, porque no final das contas, grande parte dela também está pouco ligando para o público, querem mais é estreitar os laços com os jogadores para um dia ganharem uma entrevista exclusiva ou uma noitada por aí. Ou seja, acontece tudo que qualquer torcedor apaixonado detesta.

Por exemplo, dias depois do Corinthians ser rebaixado, aconteceu o jogo do Narciso em Santos e da noite para o dia, o Gustavo Nery sarou da sua lesão que não melhorava há meses. E milagrosamente, eis que ele foi anunciado como uma das atrações da partida! É sensacional isso!

Ou senão, a bandeirinha de futebol Ana Paula de Oliveira, que tanto dizia que não se importava com a sua beleza, que isso ficava para fora do campo, porque dentro do gramado ela queria ser reconhecida como uma profissional respeitada! E depois de ser excluída das partidas de futebol por posar nua, ela disse que o futebol era machista. Então porque se propõe a apitar esses “bailes de máscaras”? Será que ela não vê que os jogadores estão pouco se lixando para os seus dotes “bandeirísticos”!

Risadinha de duplo sentido!?

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Haja saco hein!


Jérémie Janot, esse é mais louco que o Batman

28 Dezembro, 2007

Jérémie Janot, o mito

Jérémie Janot é daquele tipo de jogador que qualquer um gostaria de ter no seu time.

Para quem não o conhece, Janot é o goleiro do Saint Etienne da França, tem 30 anos e é tão baixinho e louco como o Higuita.

Digo que ele é um jogador que qualquer torcedor gostaria de ter no seu time, porque além de ser um bom goleiro, ele joga com alegria, joga para a torcida, faz graça, xinga, dá pirueta, chuta a trave quando erra… ele demonstra paixão pelo que faz e encanta a quem o assiste.

Janot tem o recorde de 1534 minutos sem tomar gol jogando em casa, mas isso é o que menos importa. Ele é fã do lutador brasileiro Wanderlei Silva, a ponto de ter uma tatuagem na nuca em sua homenagem e mais duas nos braços, inclusive ele esteve no mês de junho em Curitiba para treinar com Wanderlei Silva e conhecer a sua academia. A admiração é tamanha, que Wanderlei Silva foi convidado pelo Saint Etienne para dar o chute inicial no jogo contra o Barcelona pela Champions League, partida essa que ficou marcada por mais um lance sensacional de Janot.

Jérémie Pirueta Janot

Tatuagem igual a de Wanderlei Silva

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Treinando em Curitiba com o ídolo

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Outra admiração que Janot tem, é pelo Homem Aranha.

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Bancando o Homem Aranha

Sem contar que Janot odeia o Lyon, ele chegou a jogar com a camisa do Milan, depois do Lyon ser eliminado pelos italianos na Champions League. Inclusive as suas camisas são bem extravagantes, muito “melhores” que as de Jorge Campos ou de Rogério Ceni.

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Chutando a trave

Resumindo, Jérémie Janot é ídolo. Ele encanta o torcedor.


Isto é torcer

24 Dezembro, 2007

Apesar de ser um comercial argentino louvando a seleção local, o discurso poderia ser usado por qualquer clube ou seleção, tranqüilamente.

Isto é torcer


Você com a camisa de outro time?

24 Dezembro, 2007

Você já se imaginou usando a camisa de outro time para torcer pelo seu?

Não, o seu time não está sendo rebaixado e você não está torcendo para o concorrente perder.

Mas em 1996, na final do Troféu Teresa Herrera, o Botafogo enfrentou a Juventus de Turim usando a camisa do La Coruña. Tudo porque, o uniforme do Botafogo era igual ao da Juventus e como a delegação botafoguense não tinha levado o 2º uniforme para o estádio, o Botafogo teve que jogar com a camisa do time mandante no torneio, o La Coruña.

Mas clube que tem Túlio Maravilha no seu time, isso é mero detalhe!

Botafogo La Coruña


Os melhores gols para a torcida

22 Dezembro, 2007

Aqui vai uma listinha sem qualquer critério, ou melhor, tem critério sim, o gol tinha que ser pra galera. Quem tiver gol melhor pode mandar que entra na próxima.

1º O rei Cantona saudando os súditos

2º Ronaldinho Gaúcho levando o Camp Nou ao êxtase  

3º Luis Fabiano para o delírio são paulino

4º Carlitos Tevez e as galinhas

5º O porco do Viola


Futebol oriental

20 Dezembro, 2007

Quem disse que japonês não sabe torcer?

Está certo que eles tem um modo muito particular, ou melhor, um estilo próprio. Mas isso talvez seja cultural, generalizando, o oriental é mais espectador do que torcedor, é mais um espetáculo ou uma festividade do que um confronto ou o jogo da morte, pois é assim que os ocidentais assistem futebol, como admiradores.

Eu me lembro de assitir ao jogo entre São Paulo e Bayern de Munique no ano passado, na China, que qualquer gesto era motivo de festa. Por começar com os narradores, os dois que narravam a partida vestiam camisas do Bayern de Munique, a torcida, ou melhor a platéia, porque o modo que se comportavam não eram modos de torcedores e sim de uma platéia de um espetáculo de dança, de teatro ou coisa parecida, a platéia parecia coreografada. Todos ficavam estáticos e portavam dois bastões, que toda vez que a bola ficava parada, eles batiam um contra o outro, fazendo um barulho ensurdecedor, aí quando algum jogador botava a bola em ação novamente, o barulho dos bastões parava e a torcida ficava incrivelmente quieta. Ou seja, a coisa ia se alternando, a bola parava, o barulho começava, a bola rolava, o silêncio tomava conta.

 Torcida do Urawa Reds

Coreografia no Estádio de Saitama no Japão

Torcida sul-coreana coreografada

Mas uma coisa eles tem em comum, a violência. Aqui e lá, ela é da mesma forma.

Torcedores chineses brigando


Vanderlei Luxemburgo, o mais querido. Ou não?

19 Dezembro, 2007

Pelo Santos

Contra o Náutico

Contra o São Paulo


Briga?

18 Dezembro, 2007

Nossa! Isto é briga entre torcidas ou é encenação para algum filme?

Não consegui identificar o local, quem são as pessoas… Mas ao mesmo tempo que o confronto parece ser monstruoso, parece que é armação, porque não existe tanto louco no mundo pra entrar em uma briga assim. Primeiro, porque o grupo não se dispersa pela praça, ficam todos concentrados no local e segundo, porque se isso fosse verdade, cadê os feridos? Pois no final aparecem uma meia dúzia de pessoas caídas e não é possível que só no Brasil existam armas no meio das organizadas, era pra ter muito mais gente caída no chão.


Fossa dei Leoni

16 Dezembro, 2007

Parabéns ao Milan pelo título Mundial! E parabéns para o Kaká, que mesmo não jogando bem, fez a diferença e será eleito o melhor do mundo.

Só foi uma pena o Riquelme não ter jogado, seria legal vê-lo em campo duelando com o Kaká, não só pela paixão dos dois por cada clube, mas também por cada um ter sido o melhor de cada continente em 2007.

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O dia 29 de outubro de 2005 em Milão, ficou marcado não só pela vitória do Milan em cima da Juventus por 3 a 1, como também pelo fim da Fossa dei Leoni, uma das principais torcidas milanistas.

A partida

Fossa dei Leoni em ação na partida, a última vez

A Fossa dei Leoni foi uma torcida do Milan criada em 1968, tradicionalmente caracterizada como uma torcida apolítica, apesar de em alguns momentos adotar posições esquerdistas, ela foi durante a sua existência a maior torcida milanista. Sempre localizada na Curva Sud, atrás do gol do lado direito do San Siro, ela sempre foi reconhecida por seus cantos, por suas coreografias, pelas “fumaçadas” e por suas faixas e bandeiras.

Isso se deu até o ano de 2005, quando ocorre o anúncio do seu fim.

Há algumas controvérsias sobre o real motivo disso ter acontecido, enquanto o site oficial da torcida emite um comunicado que anuncia o témino de suas atividades, alegando pontos de vista divergentes e irreconciliáveis entre os seus dirigentes, outros fatores podem ter levado ao fim a Fossa dei Leoni. O fato é que o jogo contra a Juventus foi peça chave para que o seu fim fosse decretado.

Notícias davam conta que no jogo contra a Juventus, alguns integrantes da Fossa teriam mostrado algumas faixas e bandeiras dos Vikings (a tradicional torcida da Juventus), mas que por elas terem sido encontradas esquecidas em uma estação de Milão e não por terem sido conseguidas por outros métodos, elas não deveriam ser exibidas. Fato é, que elas foram mostradas em pleno clássico e integrantes dos Vikings procuraram se vingar.

As faixas e as bandeiras vikings sendo exibidas

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E a vingança veio do mesmo modo. Vikings de Milão encontraram o integrante da Fossa dei Leoni que transportava a principal faixa da torcida e o intimidaram com uma faca, obrigando-o a entregar a faixa. Dias depois, circulava pela internet, fotos dos Vikings mostrando a posse da tradicional faixa.

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A partir daí, a Fossa dei Leoni anuncia o seu fim. Rumores dão conta que o tal ponto de vista divergente e irreconciliável seria que o futebol ficou mercantilizado demais e a parte tradicional da torcida não gostou da exibição das faixas vikings, por isso decidiram decretar o fim da Fossa dei Leoni.

Melhores momentos da Fossa dei Leoni

Fossa dei Leoni em ação e a tal fumaçada

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Boca Juniors e Milan

16 Dezembro, 2007

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 E não é que a Globo vai transmitir a final do Mundial de Clubes?

Será que ela decidiu assumir que o futebol brasileiro está ficando pobre e sem graça? E que o Kaká e o Gattuso geram mais interesse que o Rodrigão e o Alex Dias?

Acho que acordaram tarde demais!

Boca Juniors

Yo te sigo a toda parte
Y cada vez te quiero más

Boca, mi buen amigo
Esta campana volveremos a estar contigo

Te alentearemos de corazón
Esta es tu hinchada que te quiere ver campeón

No me importa lo que digan
Lo que digan los demás

Yo te sigo a toda parte
Y cada vez te quiero más

Milan

O próximo post será sobre o time vencedor.


Brincadeira sadia

10 Dezembro, 2007

Nova camisa do Corinthians para a Série B.

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Corinthians: agora que a poeira baixou…

10 Dezembro, 2007

Agora que a poeira baixou, eu vou falar.

Na minha família, eu sempre fui o único que não era corintiano, então já viu, quando o São Paulo ganhava eu não podia brigar com a maioria, mas quando perdia, xiiiiiii. Ou seja, tinha que ficar quieto sempre, na vitória ou na derrota. Até porque eu era o mais novo mesmo, então quem daria bola pra um moleque. E olha que isso se repetia diversas vezes, quantas vezes eu não via o São Paulo enfrentar o Corinthians e tomar um gol no finalzinho do jogo ou ver o São Paulo sofrer a derrota de virada… era uma lástima.

Enquanto o São Paulo sempre teve estrelas no time e era sempre o mais badalado pela imprensa, o Corinthians só tinha as tranqueiras e craques de 2º divisão. Eu me lembro de ver o Vampeta falando em uma entrevista, que uma vez estavam todos perfilados para o começo do jogo e de repente ele olha para o lado e vê o Raí, o Rogério Ceni, o Serginho, o França, todos jogadores da Seleção, de prestígio e do lado dele tinha o Edílson, o Rincón… (não que eles não sejam craques, mas não eram nenhum Raí, que posava de modelo, que tinha cultura européia e servia de modelo para a imprensa idolatrar), aí eles  ganham o jogo e cadê o garbo são paulino? Mais uma vez, o time dos Zé Ninguém ganhou do meu São Paulo que era favorito. Hoje esses jogadores corintianos são reconhecidos como grande jogadores, mas na época não tinham a mesma expressão que eles tem hoje, ao contrário do São Paulo, que tinha o Raí que voltava consagrado da Europa, do Serginho e do França que eram os que mais se destacavam no time e eram cotados para os grandes times europeus.

A história corintiana prova isso, por lá só passaram jogadores desconhecidos e sem expressão ou os pratas da casa, é claro que existem as exceções, mas na maioria das vezes, é esse tipo de jogador que fez e faz a história corintiana, é só ver o Corinthians do Neto. É jogador que joga com raça, com amor, que se esfola, que sai sujo do campo, que é carregado pela torcida, que vira ídolo… e no final dá certo.

Por isso que todo torcedor odeia ver o seu time perdendo para o Corinthians, porque ele sabe que se perdeu é porque os jogadores do Corinthians se dedicaram mais que os jogadores do seu time, ou seja, os jogadores do seu time, foram uns vagabundos, amarelões, não souberam se dedicar como os corintianos, não soberam ser raçudos como os corintianos, não souberam jogar com a gana que os corintianos jogaram…

Mas enfim, graças a incompetência de alguns, o Corinthians foi rebaixado para a 2º divisão. E quem se livrou da ira dos torcedores? Aqueles que jogaram com raça, com amor, que se esfolaram, que sairam sujo de campo… como o Felipe e o Finazzi.

E então eu me pergunto, foi legal ver o Corinthians cair? Foi. Foi legal ver os corintianos chorando? Foi. Mas e quando começar o Campeonato Brasileiro, vai ter graça ganhar do Ipatinga? Do Coritiba? Ou do Vitória, quem sabe? Que são times que não tem rivalidade nenhuma com o São Paulo. É claro que não vai ter graça, o jogo mais esperado por qualquer torcedor ou o segundo mais esperado, é jogar contra o Corinthians.

E para desespero maior de todos os torcedores, é que durante o ano todo, a imprensa vai falar muito da ótima organização da diretoria do São Paulo, do show da torcida do Flamengo na Libertadores, da torcida do Vitória que lotará o Barradão em todo jogo, mas da vitória do Corinthians sobre o CRB, dos 5 gols que o Finazzi fará em cima do Ceará no Pacaembu e do título da Série B que o Corinthians certamente conquistará em 2008, a imprensa falará 3 vezes mais, no mínimo. Já imagino até a capa dos jornais, “São Paulo é Tetra Mundial e Finazzi faz 3 gols no Barueri”, “Fora Dunga, Viva Mano”, “FinAAAAAzzi”…

O certo é que o Campeonato Brasileiro ficará sem graça, você só verá falar do Corinthians em qualquer lugar que vá, nós (torcedores de futebol) teremos uma dia a mais de jogo na televisão e 2008 será um ano perdido para o futebol brasileiro. Por isso, que venha logo 2009 e viva o Paulistinha, que mais do que nunca, terá mais graça que o Brasileiro.


Às margens do Bósforo

7 Dezembro, 2007

As torcidas turcas, no geral, são excelentes. Barulhentas, apaixonadas e fanáticas, elas tem todas as qualidades que as boas torcidas devem ter. Mesmo suportando times horríveis, como este Besiktas, que tem o Ricardinho, ex-Corinthians e Santos, elas não param um minuto.

Esse vídeo foi feito no pequeno BJK İnönü Stadium, estádio do Besiktas, que de acordo com Pelé, é o estádio que tem a mais bela vista do mundo, pois ele fica às margens do Rio Bósforo e dali dá para se ver tanto o continente europeu, quanto o continente asiático.

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Lenha na fogueira I

6 Dezembro, 2007

Esse texto serviu de base para o próximo post.

Mídia “empurra” números fantasiosos

Por Antonio Carlos Teixeira em 23/10/2007

Nos últimos dias, o assunto da vez nos sites esportivos, blogs e grupos de discusão pela internet ou e-mail foi um só: a pesquisa CNT/Sensus sobre as maiores torcidas do Brasil. Pode-se afirmar, com segurança, que os números absolutos estão inflados em pelo menos dois terços. Talvez não por culpa do instituto que os elaborou, mas, principalmente, pela falta de zelo de parte da mídia esportiva ao divulgá-los.Os menos atentos acabam chegando à conclusão de que o Flamengo, por exemplo, tem hoje 26,928 milhões de torcedores, o equivalente a 14,4% da população brasileira, de 187 milhões, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Por essa avaliação, o Corinthians, o segundo colocado, com 10,5% da preferência dos brasileiros, teria 19,635 milhões de torcedores. Pura fantasia. Ocorre que não se leu nem se ouviu qualquer questionamento sobre essa contagem absurda. Os percentuais, até prova em contrário, devem estar corretos; os números absolutos jamais.Tal qual na polêmica do milésimo gol de Romário, a mídia esportiva silenciou-se. Teria sido extremamente válido que os dados divulgados pelo CNT/Sensus fossem dissecados para que nos aproximassem um pouco mais da verdade. Revirei a internet, assisti a programas de TV e ouvi outros tantos de rádio. Mas nada. Pode ser que um ou outro jornal, rádio, site na internet ou TV tenha feito essa ponderação. Mas, no geral, as notícias seguiram na mesma linha, o de que o time de maior torcida chega a ter 30 milhões aficionados. Deu vazão a discussões intermináveis nos fóruns e chat na Web. Flameguistas e corintianos, por exemplo, brigando entre si. Os primeiros dizendo que seu time tem mais de 30 milhões de torcedores; os outros garantindo que o seu se aproxima da quantidade do rival. E tome exageros.

59 milhões de torcedores, no máximo. Sabe-se que é impossível que os 187 milhões de brasileiros gostem de futebol. Pior: é fato que apenas 10% das mulheres torcem para algum time. Elas são maioria no país, com 97,24 milhões, contra 89,76 milhões de homens. De cara, já podemos excluir da contagem mais de 87 milhões de brasileiros do sexo feminino.O IBGE também traz o número dos brasileirinhos entre 0 e 9 anos. Temos 30,8 milhões de crianças nessa faixa de idade, as quais não entram nas estatísticas do futebol ou nunca respondem a pesquisas de opinião, por questão óbvia. Bem, somando-se o número de mulheres que dão de ombro ao futebol e as crianças entre 0 e 9 anos, teríamos 128 milhões de pessoas que não têm time de futebol.Nesse caso, o Brasil teria apenas 59 milhões de “amantes do futebol”. O discurso de que temos 187 milhões de técnicos de futebol não passa, claro, de lugar-comum, chavão, clichê. E, entre esses 59 milhões de torcedores, há os simpatizantes – aqueles que nunca assistem a jogo de futebol, não fazem questão alguma de ter camisa ou acessório de clube.

Mas, para não radicalizar, adotemos o número de 59 milhões para começarmos a debater com um pouco mais de coerência os dados da pesquisa. Nesse caso, se os percentuais aferidos estiverem corretos, haveria 8,496 milhões de flamenguistas, de fato a maior torcida do país. Seguidos de 6,195 milhões de corintianos, 4,720 milhões de são-paulinos (8%), 4,248 milhões de palmeirenses (7,2%), 3 milhões de vascaínos (5%), 2,301 milhões gremistas (3,9%) e 2,183 milhões de santistas (3,7%).

Mas sejamos menos rigorosos. Vamos incluir nas nossas estatísticas as cerca de 30 milhões de crianças entre 0 e 9 anos, o que eleva o número dos que torcem por algum time de futebol para cerca de 90 milhões. Com isso, a quantidade de flamenguistas chegaria a 13 milhões, a de corintianos, 9,5 milhões, e os são-paulinos seriam 7,2 milhões. Teríamos ainda 6,48 milhões de palmeirenses, 4,5 milhões de vascaínos, 3,5 milhões de gremistas e 3,33 milhões de santistas.

A pesquisa CNT/Census, contudo, traz observação que, diferentemente do que tem sido divulgado por jornalistas menos comprometidos com a verdade, aproxima-se um pouco da nossa avaliação. De acordo com o levantamento, 28,4% dos pesquisados afirmam não torcer por nenhum time de futebol. Entre os entrevistados, 15,4% afirmam gostar “mais ou menos” do esporte, enquanto outros 51,9% dizem gostar. Pior: das pessoas ouvidas, 32% dizem não gostar de futebol.

Na verdade, os institutos de pesquisas fazem os levantamentos e os negociam com alguma entidade ou veículo de comunicação. A mídia – que os usa para vender mais jornal ou aumentar a audiência, o que é legítimo – os divulga sem qualquer contraponto, ou questionamento. O dever de informar, com precisão, passou ao largo nessa questão.

E, assim, o público amante do futebol vai se alimentando de números e dados mentirosos, a ponto de haver cartola dizendo por aí que, “num futuro próximo”, seu clube atingirá 30 milhões de torcedores; outros garantindo que chegarão a 25 milhões, 20 milhões. E nós, como leitores, ouvintes e telespectadores, somos obrigados a engoli-los sem água.

Retirado do Observatório da Imprensa:
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=456JDB004


Lenha na fogueira II

6 Dezembro, 2007

Me enviaram este texto, mas não citaram a fonte, caso alguém saiba quem fez, por favor me comunique.

Tamanho real das torcidas 

Pra quem gosta de números grandes e pensar nas torcidas de futebol dos principais times do Brasil, eis uma análise fria da real situação: os números divulgados pela mídia são absurdamente inflacionados.

Na última grande pesquisa sobre o tamanho das principais torcidas, os resultados foram os seguintes:

1) Flamengo: 14,4%
2) Corinthians: 10,5%
3) São Paulo: 8,0%
4) Palmeiras: 7.2%
5) Vasco: 5,0%
6) Grêmio: 3,9%
7) Santos: 3,7%

Nesse caso, considerando que a população brasileira é de 191.791.000 de habitantes, o tamanho das torcidas seria:

1) Flamengo: 27.528.624 torcedores
2) Corinthians: 20.072.955 torcedores
3) São Paulo: 15.293.680 torcedores
4) Palmeiras: 13.764.312 torcedores
5) Vasco: 9.558.550 torcedores
6) Grêmio: 7.455.669 torcedores
7) Santos: 7.073.327 torcedores

Ocorre que:

Homens: 94.571.000
Mulheres: 97.220.000

1 – Segundo a pesquisa, apenas 10% das mulheres torcem por algum time, o que eliminam 87.498.000 de torcedoras da conta.

2 – Para alguns pesquisadores, as crianças de 0 a 9 anos, que são 16,47% da população 31.485.863 não respondem pesquisas, logo não devem ser incluídas.

Seguindo esses critérios, o Observatório da Imprensa, publicação muito séria chegou a conclusão de que no Brasil há no máximo 72.187.137 torcedores no Brasil. Assim, o tamanho real das torcidas seria o seguinte:

1) Flamengo: 10.394.947 torcedores
2) Corinthians: 7.579.649 torcedores
3) São Paulo: 5.774.971 torcedores
4) Palmeiras: 5.197.473 torcedores
5) Vasco: 3.609.356 torcedores
6) Grêmio: 2.815.298 torcedores
7) Santos: 2.670.924 torcedores

Fonte: Observatório da Imprensa
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=456JDB004

———————————————————————————————-

Na minha opinião, que inclusive eu já tinha dito isso antes, eu também acredito que essas pesquisas sejam infladas e incorretas, principalmente quando você vê que a torcida do Palmeiras tem quase o mesmo tamanho que a do São Paulo. A partir disso, você percebe que algo está errado. É só vermos que na cidade que abriga os dois clubes, o São Paulo e o Palmeiras, na cidade de São Paulo, que na faixa mais jovem, até os 20-25 anos, posso dizer tranquilamente que há uma distribuição de 60% para a torcida do São Paulo e 40% para o Palmeiras. Na faixa mais velha da população, pode ser que existam mais palmeirenses que são paulinos. E se contarmos ainda as regiões do interior paulista e do norte do Paraná, que são regiões que o futebol paulista acaba abraçando por falta de equipes locais competitivas e de um futebol forte, essa diferença aumenta ainda mais, porque nessas regiões, são as torcidas do Corinthians e do São Paulo que rivalizam na quantidade de torcedores. Portanto, tem coisa estranha aí!


Vai pela sombra!

1 Dezembro, 2007

Jogo do Barras do Piauí, pela série C do Brasileiro.

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Especial da MTV sobre torcidas organizadas – Episódio 4

30 Novembro, 2007

Episódio 4 


Aqui tem um bando de louco

30 Novembro, 2007

Devido as atuais circunstâncias, nada pode ser melhor que este.

No Mineirão

No Morumbi

Aqui tem um Bando de louco…
Louco por ti Corinthians !!

Aquele que acha que é pouco…
Eu vivo por ti Corinthians!!

Eu canto até ficar rouco…
Eu canto pra te empurrar !!

Vamo vamo meu Timão…Vamo meu Timão 
Não pára de lutar!!

*Corrigido


Brincadeira sadia

28 Novembro, 2007

Especial da MTV sobre torcidas organizadas

28 Novembro, 2007

Tirando os comentários do Paulo Vinícus Coelho e do Juca Kfouri, é a mesma baboseira da “não-violência” de sempre e da tal “paz” entre as torcidas organizadas. Mas vale a pena assistir, principalmente pra ver como tem imbecil solto por aí.

Episódio 1

Episódio 2 – Parte 1

Episódio 2 – Parte 2

Episódio 3

Obs.: Eu não tenho notícias sobre a continuação desse Especial, não sei nem se eles já foram ao ar, mas conforme isso acontecer, eu vou postando eles aqui no blog.


Isto sim é prestigiar o patrocinador!

17 Novembro, 2007

E dá-lhe Carlsberg!


O mais fantástico de todos!

17 Novembro, 2007

Acho que quase todos já viram este vídeo, mas ele é tão bom que vale a pena repetir aqui.

Este vídeo é de um jogo de basquete em Atenas, em que a torcida do Panathinaikos, a Gate 13, se reveza com outra parte da torcida para cantar a música, o Horto Magiko. Está certo que a letra da música não é nada feliz, mas a vibração do local é tão imensa que faz o negócio virar uma loucura. Deve deixar qualquer jogador adversário atormentado, amedrontado, apavorado…!

Letra em grego:
In’ ena horto magiko, dhoste mou ligho ghia na pio, ton PAO mou na onirefto ke na fonaks’ os to Theo : Panatha mou, se aghapo, san heroini, sa skliro narcotico, san to hashish, to lsd, ghia/me sena PAO mastouroni ol’ i ghi, ol’ i ghi. Panatha mou, Panatha mou, se aghapo, se aghapo, opou ki an pezis panda tha s’ akoloutho, s’ akoloutho, PAO edho, PAO edho, PAO eki, PAO eki, opou ki an pezis panda tha ‘maste mazi, panda mazi.

Tradução para o português:
É uma erva mágica, me dê um pouco para provar, a sonhar com o meu PAO e gritar até Deus : Meu Panatha, eu te amo, como heroína, como uma droga pesada, como haxixe, lsd, para ti (ou: contigo), PAO, o mundo inteiro está drogado, o mundo inteiro. Meu Panatha, meu Panatha, eu te amo, eu te amo, onde quer que podes jogar eu sempre te seguirei, eu te sigo, PAO aqui, PAO aqui, PAO lá, PAO lá, onde quer que podes jogar nós estaremos sempre juntos, sempre juntos.

E por último, a Gate 13 na final do campeonato de basquete, contra o Olympiacos, com ginásio lotado.


E eles chegaram lá!

12 Novembro, 2007

Depois dos últimos espetáculos armados pela torcida flamenguista, acho que não sobra dúvida pra ninguém, de que existe ela e o resto. O São Paulo, o Grêmio, o Corinthians e agora o Santos podem responder melhor.


Domingo Maldito

12 Novembro, 2007

“Não posso pensar que o mundo do futebol em dez ou 15 anos, seja feito somente de gente acomodada assistindo aos jogos pela televisão”. Essa frase dita pelo presidente da presidente da Federação Italiana de Futebol, Giancarlo Abete, após surgirem notícias de que o campeonato italiano pode ser paralizado, devido a onda de violência que atingiu o país, reflete a diferença do futebol brasileiro para o futebol europeu, da autoridade amadora para a autoridade competente, como pode existir organização em coisas impossíveis de serem organizadas.

É fato que sempre existirão torcidas organizadas, em qualquer lugar do mundo, mas o modo como elas são tratadas, é determinante para o sucesso do futebol. Enquanto aqui, as torcidas organizadas espantam os torcedores dos estádios, graças a conivência de dirigentes e autoridades incompetentes, na Europa, as torcidas são controladas e colocadas em seus devidos lugares. E a frase do presidente da federação italiana, reflete bem a postura de quem trata o torcedor como uma pessoa de bem.

Ao longo dos anos, o futebol brasileiro assistiu as torcidas organizadas crescerem rapidamente e enquanto na Europa, o mesmo acontecia, medidas foram tomadas para barrar a violência e não expulsar o espetáculo do futebol. E aqui, aconteceu justamente o contrário, ocorreu o entrelaçamento das torcidas organizadas, com os dirigentes de clube e as autoridades da justiça. Diariamente, vemos o “Zé Montanha”, presidente de tal torcida, invadindo treinamento para dar instruções aos jogadores, indo em encontros de autoridades para discutir formas de se acabar com a violência entre as torcidas organizadas, ganhando viagens e ingressos para apoiar o seu time em outras cidades, apoiando o “Doutor Silva”, presidente do seu clube, nas eleições para deputado… e por aí vai.

Mas não há de ser nada, na semana que vem, a Itália já estará novamente em ordem, com os torcedores de volta aos jogos e aqui no Brasil, o “Zé Montanha” e o “Doutor Silva” continuarão a expandir o nosso maravilhoso futebol, que tanto leva torcedores aos estádios!


O Flamengo tem a maior torcida do Brasil?

27 Outubro, 2007

Por Rui Branquinho, do Blog do Birner

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Tem certeza de que a maior torcida do país é a do Flamengo?

Começo pela resposta: não.

Nada contra o rubro-negro carioca, que se diz pentacampeão do Brasil, mas nenhuma das pesquisas feitas sobre o tema, até hoje, me convenceu.

Explico: se a amostragem da pesquisa não contemplar todos aqueles e aquelas que se envolvem com o futebol – e, mais “marketeiramente” falando, que gastam com o futebol – ela tem um desvio muito grande.

Explico de novo: para que serve saber se o time A ou B tem a maior torcida?

Não, torcedor. Não é para ficar enchendo o saco do colega de trabalho que torce por outro time. É para ganhar mais dinheiro, só isso: para conseguir uma cota da Globo mais alta devido à audiência que a transmissão dos jogos dessa equipe atinge, para renovar o contrato de fornecimento de material esportivo por valor maior em troca da promessa de aumento nas vendas, para convencer alguma grande marca pela exposição que a camisa terá, já que é uma das maiores torcidas do país, e assim vai.

Por isso, para que a coisa seja séria de verdade, temos que pesquisar toda e qualquer pessoa que se configure como consumidora de futebol. Meu filho de 3 anos, por exemplo, já faz parte dessa multidão.

E aí é que começa o problema: pesquisas normalmente só questionam pessoas acima de 12, 15 anos. Deixam de lado quem tem menos idade, sem dúvida, importantíssimo e numerosíssimo mercado consumidor.

Isso ajudaria determinados times e o São Paulo, acredito, seria um dos maiores beneficiados.

De uns anos para cá, os títulos conquistados pelo São Paulo “fermentaram” uma geração inteira de torcedores. Aqueles que tinham 7 ou 8 anos em 92 e 93 – bi mundial do SPFC – hoje têm mais de 20 anos. Quem tinha essa mesma idade em 2005 agora chega aos 10. Ou seja, períodos de conquistas rendem torcedores extras: Palmeiras Parmalat, Santos de Robinho e Diego e Corinthians de Tevez e MSI. Mas, como as conquistas do São Paulo são mais que pontuais, seria o clube que mais poderia sentir reforço na sua torcida com as novas gerações.

Há outro fator fundamental para a criação de torcida: ídolos! O Palmeiras tem Marcos – mesmo que meio afastado – e Edmundo – mesmo que meio sumido. O Corinthians teve Tevez – argentino e passageiro. O Santos teve Robinho, mas rapidamente. O São Paulo teve Kaká e tem Rogério Ceni – ídolo, mito e o maior garoto-propaganda tricolor.

Nesse meio tempo, tomemos a Dutra e chequemos a situação carioca: no Flamengo… Obina? No Fluminense… nada. No Vasco, Romário. Ou será que o Romário é do Flamengo, ou do Fluminense? O Botafogo… sei lá.

Mas, então, depois de tudo isso, de onde vem tanta torcida do Flamengo? Você já se perguntou por quê? OK, na década de 80, com Zico e grande elenco, o rubro-negro tinha um time que merecia citação. E que mais? Até aí, o Santos teve o Pelé e não alcançou a projeção dos cariocas.

Para mim, a explicação é simples: um time da ex-capital do país e as influências, em seus respectivos períodos, da Rádio Nacional e da Rede Globo.

Até 1960, o Rio de Janeiro ditava moda. Todos queriam ser como os cariocas, todos copiavam a moda e os costumes. Com a ajuda da Globo – que transmitia preferencialmente jogos dos times do Rio -, rapidamente o Flamengo, como o maior time do Rio, foi sendo “adotado” país afora.

Até hoje, os jogos que são transmitidos pelas parabólicas são do Rio de Janeiro.
Não acredito que hoje o Flamengo seja o time com mais torcedores distribuídos fora do seu Estado de origem. Talvez o Corinthians e até mesmo o São Paulo já tenham ultrapassado. E, com o passar do tempo e a chegada das gerações mais novas, isso passará a ser uma certeza e não um palpite suspeito de um tricolor.

Meu palpite é que hoje o Corinthians tem a maior torcida do país. O São Paulo é o segundo time, embora eu acredite que tenha a maior torcida no interior do Estado, em alguns Estados nordestinos e no sul do Brasil.

Mas, como só títulos e conquistas geram torcida, acho que essa liderança não fica nas mãos do time do Parque São Jorge por muito tempo.

Concorda, Kia?

Post de Rui Branquinho
Presidente da W/Brasil e um dos titulares do Blog do Birner

E o que eu penso disso?
Penso que o Flamengo tem a maior torcida do Brasil e que o Flamengo não tem a maior torcida do Brasil!

Explico. Uma vez um destes famosos institutos de pesquisa, bateu no meu portão, pedindo para que eu respondesse a uma pesquisa. O entrevistador disse que estava cansado, que andou o dia todo e se eu poderia ajudá-lo, respondendo um questionário, mas que antes precisaria saber se eu tinha mais de 6 rádios em casa, contando todo tipo de rádio, celular com FM, rádio-relógio, radinho de pilha, walkman… Então, eu disse que sim, que deveria ter uns oito. Eis que ele me responde, “ótimo, então você é da classe A”!

Ah não! Como isso? Não é possível, será que eu sou rico e só eu não sabia? Aonde está a minha fortuna que eu não sei? O sujeito vem me dizer um absurdo desse, assim, na maior naturalidade! Mas tudo bem, não é sempre que você pode ter essa sensação de riqueza perante os outros.

Portanto senhores, eu que já frequentei muitas aulas de estatísticas, já li muitas pesquisas e relatórios estatísticos sobre os mais diversos assuntos, já vi muito especialista em estatística metendo o pau em diversas análises que são divulgadas, vi a última eleição com uma pesquisa de boca de urna muito diferente do que ocorreu no resultado final, tive a certeza que essas pesquisas não comprovam a realidade.

Por isso, acredito que o Flamengo tem sim a maior torcida do Brasil, mas não com essa ampla margem sobre as outras torcidas.

E não me venham falar que em todo canto do Brasil, tem alguém com uma camisa do Flamengo, porque em todo lugar também tem alguém com uma camisa do Iron Maiden.

O que acontece com o Flamengo, é que uma parcela considerável da sua torcida, são flamenguistas por acaso, sem nenhum motivo especial. Assim como muitos senhores e senhoras, são santistas por acaso. Porque em alguma época, o Santos primeiro e logo depois o Flamengo, foram times que sempre foram alvo de citação e exemplo, por fazerem muito sucesso em suas respectivas épocas de grandes conquistas. É o caso daquele homem no interior de Goiás, que quando perguntado para qual time ele torce, ele diz que torce pro Flamengo do Zico ou para o Santos do Pelé, mas que hoje em dia não sabe quem é o Obina ou o Robinho. E assim como Rui Branquinho cita em seu texto, o Flamengo se beneficiou ainda mais, por ser da capital cultural do país, lugar que sempre ditou moda e opinião para todo o Brasil e que fez sucesso em uma época que a televisão e a TV Globo, já eram mídias consolidadas e de imensa influência. É só pegarmos como exemplo, o que nos remete como símbolo dessa época? Por exemplo, toda pornochanchada tinha alguém com uma camisa do Flamengo, o Mussum sempre aparecia com a camisa do Flamengo, o Jorge Ben só fazia música sobre o Flamengo… O Flamengo é a representação de uma época, o que demonstra a sua grandeza, mas existem coisas que devem ser consideradas. A garota que é fã do Kaká, não é são paulina ou milanista, assim como o homem no interior de Goiás não é flamenguista!

Resumindo, não podemos considerar petistas, aqueles que votam no Suplicy, portanto não podemos definir e considerar grande parte das torcidas por aí!

Mas estatísticas à parte, existem 2 tipos de torcidas, a do Flamengo e a do resto! Isso sim é incontestável!

Matéria do Jornal da Globo na decisão do Carioca de 2004

Vídeos Diversos

Matéria do Globo Esporte no Brasileiro de 2007 após vencer o SPFC

Vídeos Diversos

Obina é melhor que Eto’o!

Final do Carioca de 2007 com direito a grito de gol e é campeão!


Inaugurando com “Dios”!

21 Outubro, 2007

Tá bom vai, eu estava com pressa pra inaugurar o blog e gostaria que o primeiro post fosse uma coisa especial, não iria fazer uma explanação filosófica, falar sobre o Fla x Flu no Maracanã ou seja lá o que for. Preferi ser curto e grosso:

Eu ainda farei um post dedicado à torcida do Fenerbahçe, uma das mais fanáticas e barulhentas do mundo, mas chegar em Istambul em meados de agosto de 2006 e logo no final do mês ser idolatrado desse modo, não é pra qualquer um. O que só comprova a força da torcida fener e o mito de “Dios” Lugano.

Triste do torcedor que não tem “Dios” Lugano em seu time!